Reforma da Previdência: Sinpolsan vai a Brasília buscar apoio de parlamentares

Reforma da Previdência: Sinpolsan vai a Brasília buscar apoio de parlamentares Destaque

Uma semana curta só não é produtiva para aqueles que não vão à luta. Para o presidente do Sinpolsan, Marcio Pino, sempre há tempo para defender os interesses dos Policiais Civis. E foi exatamente isso que ele fez nas últimas terça e quarta-feiras, véspera do feriado, ao seguir para Brasília em busca do apoio de parlamentares para a inserção de direitos da categoria no relatório da Reforma da Previdência. Todos já sabem que o texto proposto não contempla aposentadoria diferenciada à maioria dos integrantes das forças de segurança do País. Isso sem contar outras arbitrariedades, que estão tirando o sono dos responsáveis pela preservação da integridade física e moral de toda a população.

Diante desse cenário, um grupo formado por lideranças de diferentes entidades se uniu para dar mais um passo e evitar que aumente a lista de injustiças cometidas contra os policiais. A comitiva contou com a presença especial da Delegada de Polícia Marilda Pansonato Pinheiro, ex-presidente da Associação dos Delegados do Estado de São Paulo (ADPESP), que aceitou o convite do Sinpolsan e se colocou à disposição para fortalecer a mobilização dos representantes da categoria. Também participaram do encontro membros da Confederação Nacional, da AMPOL, da Guarda Civil do Brasil e da Polícia Legislativa do Congresso. Eles foram recebidos por lideranças do Partido Social Democrático (PSD), que se comprometeram a colocar em destaque uma emenda agregando todos os profissionais de segurança excluídos do atual relatório.

“Desde o anúncio do texto da Reforma estamos atentos e mobilizados visando impedir que os policiais sejam, mais uma vez, lesados pelo poder público. Essa nova ida a Brasília vem mostrar que a união é fundamental para que possamos sair vitoriosos. Agradeço imensamente a amiga e parceira de lutas, a delegada Marilda Pansonato e aos guardas municipais, que abriram mão de uma emenda em destaque para que fosse inserida outra contemplando todas as categorias de segurança. Também agradeço a disponibilidade dos deputados federais Fausto Pinato e Luís Flávio Gomes em apoiar as nossas demandas. Essa foi apenas mais uma ação de outras que estão por vir. Estamos de olho nos encaminhamentos feitos no Congresso e, mais do que nunca, precisamos da participação dos trabalhadores”, afirmou Pino.

A reivindicação de uma previdência diferenciada aos profissionais de segurança está aliada ao fato de ser uma profissão de risco, com extremo desgaste físico e mental, além da restrição de direitos. Vale lembrar que os policiais civis e federais não têm adicionais noturno e de periculosidade. Também não ganham hora extra e não podem fazer greve. Apesar de todos esses argumentos e de, ainda, arriscarem diariamente a vida para combater a criminalidade, o governo insiste em achar que aposentadoria diferenciada é privilégio.